Cirurgias: saiba como garantir a cobertura

15/02/2012 15:06

 

Consumidor pode acionar a ANS ou entrar na Justiça para conseguir ser atendido pelos planos de saúde

De acordo com a ANS, a primeira medida é verificar se o plano de saúde tem cobertura hospitalar / Andresr / ShutterstockDe acordo com a ANS, a primeira medida é verificar se o plano de saúde tem cobertura hospitalarAndresr / Shutterstock

A aquisição de um bom plano de saúde se tornou, para um número expressivo de brasileiros, uma alternativa à ineficiência do sistema público de saúde. No entanto, o que parece ser solução se transforma em um grande problema na hora de procurar um atendimento médico, incluindo cirurgias. Para evitar problemas como este, é importante se informar sobre o serviço contratado.


A ANS (Agência Nacional de Saúde) é responsável pela fiscalização dos convênios e planos. Caso haja irregularidades, o órgão pode atuar para que o consumidor não seja lesado. Vários procedimentos são obrigatórios para quem tem plano de saúde e a empresa não pode se recusar a realizar o atendimento.

Veja quais são os procedimentos obrigatórios


No entanto, vários aspectos devem ser analisados antes de contratar um serviço. De acordo com a ANS, a primeira medida é verificar se o plano de saúde tem cobertura hospitalar, pois somente este dá direito a internações ou cirurgias. 

Cirurgia

Quem já possui plano de saúde e precisa se submeter a alguma cirurgia deve também verificar a data de adesão. A ANS pode intervir apenas em serviços contratados a partir de janeiro de 1999. Ou seja: nos contratos anteriores a esta data, a empresa só é obrigada a cobrir procedimentos previstos no documento assinado pelo cliente.

O consumidor que se sentir lesado pode fazer a denúncia à ANS pelo telefone 0800 701 9656. O órgão entra em contato com a operadora, que tem cinco dias para fazer a cirurgia. Caso este prazo seja ultrapassado, a empresa pode ser multada em até R$ 80 mil. 

Em casos emergenciais, segundo a ANS, o hospital realiza o procedimento e a operadora é chamada posteriormente para custear o serviço.

Na Justiça

Muitas vezes, o consumidor precisa ir à Justiça para garantir o atendimento ou ser ressarcido por danos financeiros e morais.