Estudo ajuda a prever progressão do Alzheimer

07/03/2012 19:20

 

 Atualizado em terça-feira, 6 de março de 2012 - 17h10

 

Novo marcador ajuda a detectar a diminuição da capacidade mental dos pacientes

 

Um novo marcador do Mal de Alzheimer permitiria prever a taxa de diminuição da capacidade mental de um paciente nos anos seguintes ao diagnóstico, de acordo com um estudo clínico publicado nos Estados Unidos.

 

A presença de altos níveis da proteína VILIP-1 no líquido cefalorraquidiano, conhecido como LCR, de 60 doentes de Alzheimer em etapas iniciais da doença está vinculada a uma deterioração mais rápida da capacidade mental destes pacientes nos anos posteriores, disse o estudo.

 

Embora os pesquisadores considerem necessário confirmar estes resultados em estudos clínicos mais amplos, destacaram que os dados recolhidos já indicam que este marcador (VILIP-1) pode ser superior a todos os utilizados anteriormente para prever a progressão do Mal de Alzheimer, uma degeneração mental irreversível.

 

"O VILIP-1 parece ser um indicador muito bom do dano nas células cerebrais causado pela doença de Alzheimer", disse Rawan Tarawneh, professora-adjunta de neurologia na Universidade da Jordânia e principal autora deste trabalho publicado na revista americana Neurologie de 6 de março.

 

Tarawneh trabalhou anteriormente na Escola de Medicina da Universidade de St. Louis (Missouri, centro), onde o estudo foi realizado.

 

"Este marcador pode ser útil para prever a progressão da doença e avaliar novos tratamentos em testes clínicos", disse em um comunicado.

 

Os cientistas acreditam que a VILIP-1 age como um sensor de cálcio nas células cerebrais. Esta proteína é liberada no líquido cefalorraquidiano quando as células do cérebro são danificadas e, segundo os pesquisadores, revelaria a extensão dos danos causados pela doença de Alzheimer.

 

Uma pesquisa anterior realizada por Tarawneh e por outros cientistas havia demonstrado que os indivíduos saudáveis, mas com altos níveis de VILIP-1, mostraram um risco muito alto que a média de desenvolver deterioração cognitiva e Mal de Alzheimer nos dois ou três anos seguintes.