Inflação da 3ª idade fecha 2011 em 6,19%

14/01/2012 15:39

 

 

 
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WALESKA SANTIAGO
Entre os produtos pesquisados para o IPC-3i, os alimentos foram responsáveis pelas cinco principais quedas de preço em 2011
O IPC-3i abrange domicílios com mais da metade de seus membros com idade acima de 60 anos

Rio. A inflação do idoso em 2011 encerrou, pela primeira vez em oito anos, abaixo da média da inflação varejista medida em todas as faixas etárias, segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Criado em 2004, o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) avançou 6,19% no ano passado, contra 6,36% no Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR) em 2011, beneficiado por taxas de inflação mais favoráveis em alimentos e em energia elétrica.

O IPC-3i abrange domicílios com mais de metade de seus membros com idade acima de 60 anos, enquanto o IPC-BR abrange todas as faixas etárias. Entre os produtos pesquisados pelo IPC-3i, os alimentos foram responsáveis pelas cinco principais quedas de preço em 2011. É o caso de alho (-35,81%); laranja pera (-22,66%); abacaxi (-14,08%); batata-inglesa (-5,27%); e limão (-8,19%).

No ano passado, no IPC-3i, os preços dos alimentos subiram 6,10%. Mas no IPC-BR, os alimentos subiram mais, 6,17% em 2011. "Isso tem mais a ver em como as pessoas gastam seu dinheiro do que com quedas e desacelerações. O que aconteceu é que alimentos mais consumidos pela população idosa, em comparação com o adquirido por consumidores de todas as faixas etárias, subiram menos de preço, ou tiveram queda", resumiu.