MOSTRA

12/03/2012 09:36

Biblioteca Nacional expõe obras de escritoras sobre a questão feminina

Publicado em 12/3/2012, às 09h26  
 
 
 
Última atualização em 12/3/2012, às 09h26

 

Divulgação
Clássicos da literatura brasileira, ligados ao universo feminino e escritos por autoras como Cora Coralina estão expostos
 
Destaques: Clássicos da literatura brasileira, ligados ao universo feminino e escritos por autoras como Cora Coralina estão expostos

 

Rio

A trajetória da mulher na sociedade brasileira, contada em obras literárias e jornais pioneiros na abordagem da questão feminina, é o destaque da exposição que a Biblioteca Nacional inaugurou na última semana, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Em cartaz até o dia 30 de abril, no saguão do 2º andar do prédio da biblioteca, a mostra "A Mulher Eterna: a Mulher Dentro e Fora de Seu Tempo" tem como destaque clássicos da literatura brasileira, ligados ao universo feminino e escritos por autoras como Cora Coralina, Adélia Prado e Lya Luft. As informações são da Agência Brasil.

- Nós procuramos destacar escritoras de renome que tiveram destaque na afirmação feminina, mesmo em séculos anteriores, quando a mulher exercia um papel submisso e obediente - afirma Ana Naldi, chefe do setor de Obras Gerais da Biblioteca Nacional e organizadora da mostra. É o caso de "Donas e Donzelas", de Julia Lopes de Almeida, romancista e dramaturga do início do século XX, autora de livros infantis, romances, peças teatrais e matérias jornalísticas.

Dois jornais do século XIX também fazem parte da exposição. Um deles, "Eco das Damas", foi fundado por uma mulher em 1879. Outro destaque é a capa do livro "Quarto de Despejo", de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), escritora negra, pobre e favelada. Obra de contestação social, Quarto de Despejo resgata o período do surgimento de favelas na cidade de São Paulo e denuncia as discriminações que a autora sofreu.  

De acordo com Ana Naldi, a Biblioteca Nacional, que abriga hoje mais de nove milhões de itens, é um endereço certo para qualquer pesquisador interessado nas questões que envolvem a emancipação feminina no Brasil.  

- Temos sempre em mente que aqui é o ponto final de qualquer pesquisador. Ele vai buscar em outras instituições, mas como a memória do nosso país está em nosso acervo, eles sempre acabam aqui. E dentro do acervo da Biblioteca Nacional o tema mulher é bem vasto, tanto em livros como em periódicos - diz.

A exposição foi montada em local próximo à entrada do setor de obras gerais, o mais frequentado pelos leitores e pesquisadores.

- Utilizamos os espaços, ao longo dos corredores da biblioteca, para brindar o usuário com um pouco mais da riqueza do nosso acervo - explica a organizadora da mostra.

A exposição "A Mulher Eterna: a Mulher Dentro e Fora de Seu Tempo" pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, e sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. A entrada é franca. A Biblioteca Nacional fica no centro do Rio.

 


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