SÉRIE D

17/04/2012 19:17

Resende e Voltaço podem abrir mão da vaga

Publicado em 17/4/2012, às 18h41  
 
Última atualização em 17/4/2012, às 18h41


Rafael de Paiva

Sul Fluminense

Ao final da Taça Rio, a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro tinha tudo para ficar no Sul Fluminense. O Resende terminou o Estadual 2012 em quinto lugar na classificação geral, e com isso garantiu dentro de campo o direito de jogar o torneio. Por outro lado, as dificuldades financeiras impediram o Gigante do Vale de confirmar participação na competição, abrindo espaço para o Voltaço (sexto colocado) sonhar. Só que a vaga pode parar na Baixada Fluminense, mais precisamente em Nova Iguaçu.

Hoje foi anunciada oficialmente a rescisão de contrato entre a prefeitura de Resende e o Resende Futebol Clube. Resultado: o presidente Ricardo Tufick praticamente descartou qualquer chance de jogar o Campeonato Brasileiro. A notícia era muito aguardada pelos torcedores do Voltaço, que já esperavam pela desistência do rival regional e faziam planos para o segundo semestre. No entanto, a assessoria do time da Cidade do Aço confirmou que não há caixa suficiente para garantir o clube na disputa.

Com isso, o Nova Iguaçu pode herdar a vaga, mesmo tendo ficado apenas com o nono lugar na classificação geral. De acordo com o regulamento, a vaga para a Série D fica reservada ao clube pequeno melhor colocado, no caso o Resende. Depois viria o Voltaço e então o Macaé. Só que o alvianil praiano disputa a Série C e obviamente não tem interesse na quarta divisão.

Sobrou então o Friburguense, oitavo colocado, que por sua vez garantiu a vaga na Série D pela boa campanha na Copa Rio do ano passado. Por eliminação, em nono lugar está a equipe da baixada, que pode ser dar bem mesmo com uma campanha fraca beneficiada por tantas desistências.

Guerra de Versões

A rescisão do contrato entre a prefeitura de Resende e o Gigante do Vale foi comunicada pela assessoria de imprensa do governo municipal no meio da tarde de hoje. No texto, a prefeitura afirma que o fim da parceria aconteceu de forma "amigável" entre as partes durante uma reunião ontem.

- Através da Funresp (Fundação Resende Esportes), a prefeitura anunciou nesta terça-feira, dia 17 de abril, a rescisão amigável do convênio firmado com o Resende Futebol Clube, que previa um repasse anual de R$ 780 mil - diz a nota oficial.

Procurado pelo DIÁRIO DO VALE, o presidente do Resende FC, Ricardo Tufick, deu outra versão para o mesmo encontro. Mostrando muita irritação, Tufick afirmou que a rescisão foi "uma covardia" contra o clube.

- Infelizmente é verdade que houve a rescisão. Nunca imaginei isso. Minha vida inteira vi prefeituras apoiarem clubes da cidade. É assim com Americano, Macaé e o Voltaço nem se fala. Recebemos em média R$ 50 mil por mês, já estava difícil e agora ficou impossível jogar a Série D - disse Tufick.

O presidente disse que a decepção ficou maior ainda por conta da boa campanha do Resende dentro de campo.

- Por tudo o que vejo no futebol, foi uma grande covardia conosco. Fizemos nosso papel dentro de campo, garantimos a vaga e agora vem isso - disse Tufick, que ainda ironizou a possibilidade do Voltaço ficar com a vaga:

- A vida é assim. Eles (Voltaço) tem dinheiro e nós temos time. De cinco campanhas do Resende na primeira divisão, ficamos na frente em quatro. Mas o que se pode fazer, futebol é assim - ressaltou ele, logo após assinar a rescisão do contrato.

O que o presidente do Resende não sabia é que no Volta Redonda a situação não é tão diferente. Mesmo com o repasse de R$ 100 mil mensais feitos pela prefeitura, a direção informou ontem pela assessoria de imprensa que não há atualmente condições de disputar a Série D. Como herdou a vaga no ano passado, a direção do clube disse ter percebido que trata-se de um torneio deficitário. Mesmo assim, os diretores afirmaram que tão logo o Resende desista oficialmente da disputa vão buscar conversar com os patrocinadores para saber se há interesse em aumentar as cotas repassadas ao clube.

De qualquer forma, o clima no Volta Redonda não é dos melhores. O presidente está licenciado para tentar carreira na política, o diretor executivo Paulo Carneiro foi demitido antes mesmo de o estadual acabar e o técnico Ricardo Drubscky já deixou o cargo. Para fechar, 13 jogadores foram dispensados.

Resta agora torcer para uma reviravolta em qualquer das situações para que uma equipe do Sul Fluminense entre no Campeonato Brasileiro da Série D.



Leia mais: https://diariodovale.uol.com.br/noticias/6,55762,Resende-e-Voltaco-podem-abrir-mao-da-vaga.html#ixzz1sL3vXDri
Resende e Voltaço podem abrir mão da vaga

Publicado em 17/4/2012, às 18h41  
 
 
 
Última atualização em 17/4/2012, às 18h41


Rafael de Paiva

Sul Fluminense

Ao final da Taça Rio, a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro tinha tudo para ficar no Sul Fluminense. O Resende terminou o Estadual 2012 em quinto lugar na classificação geral, e com isso garantiu dentro de campo o direito de jogar o torneio. Por outro lado, as dificuldades financeiras impediram o Gigante do Vale de confirmar participação na competição, abrindo espaço para o Voltaço (sexto colocado) sonhar. Só que a vaga pode parar na Baixada Fluminense, mais precisamente em Nova Iguaçu.

Hoje foi anunciada oficialmente a rescisão de contrato entre a prefeitura de Resende e o Resende Futebol Clube. Resultado: o presidente Ricardo Tufick praticamente descartou qualquer chance de jogar o Campeonato Brasileiro. A notícia era muito aguardada pelos torcedores do Voltaço, que já esperavam pela desistência do rival regional e faziam planos para o segundo semestre. No entanto, a assessoria do time da Cidade do Aço confirmou que não há caixa suficiente para garantir o clube na disputa.

Com isso, o Nova Iguaçu pode herdar a vaga, mesmo tendo ficado apenas com o nono lugar na classificação geral. De acordo com o regulamento, a vaga para a Série D fica reservada ao clube pequeno melhor colocado, no caso o Resende. Depois viria o Voltaço e então o Macaé. Só que o alvianil praiano disputa a Série C e obviamente não tem interesse na quarta divisão.

Sobrou então o Friburguense, oitavo colocado, que por sua vez garantiu a vaga na Série D pela boa campanha na Copa Rio do ano passado. Por eliminação, em nono lugar está a equipe da baixada, que pode ser dar bem mesmo com uma campanha fraca beneficiada por tantas desistências.

Guerra de Versões

A rescisão do contrato entre a prefeitura de Resende e o Gigante do Vale foi comunicada pela assessoria de imprensa do governo municipal no meio da tarde de hoje. No texto, a prefeitura afirma que o fim da parceria aconteceu de forma "amigável" entre as partes durante uma reunião ontem.

- Através da Funresp (Fundação Resende Esportes), a prefeitura anunciou nesta terça-feira, dia 17 de abril, a rescisão amigável do convênio firmado com o Resende Futebol Clube, que previa um repasse anual de R$ 780 mil - diz a nota oficial.

Procurado pelo DIÁRIO DO VALE, o presidente do Resende FC, Ricardo Tufick, deu outra versão para o mesmo encontro. Mostrando muita irritação, Tufick afirmou que a rescisão foi "uma covardia" contra o clube.

- Infelizmente é verdade que houve a rescisão. Nunca imaginei isso. Minha vida inteira vi prefeituras apoiarem clubes da cidade. É assim com Americano, Macaé e o Voltaço nem se fala. Recebemos em média R$ 50 mil por mês, já estava difícil e agora ficou impossível jogar a Série D - disse Tufick.

O presidente disse que a decepção ficou maior ainda por conta da boa campanha do Resende dentro de campo.

- Por tudo o que vejo no futebol, foi uma grande covardia conosco. Fizemos nosso papel dentro de campo, garantimos a vaga e agora vem isso - disse Tufick, que ainda ironizou a possibilidade do Voltaço ficar com a vaga:

- A vida é assim. Eles (Voltaço) tem dinheiro e nós temos time. De cinco campanhas do Resende na primeira divisão, ficamos na frente em quatro. Mas o que se pode fazer, futebol é assim - ressaltou ele, logo após assinar a rescisão do contrato.

O que o presidente do Resende não sabia é que no Volta Redonda a situação não é tão diferente. Mesmo com o repasse de R$ 100 mil mensais feitos pela prefeitura, a direção informou ontem pela assessoria de imprensa que não há atualmente condições de disputar a Série D. Como herdou a vaga no ano passado, a direção do clube disse ter percebido que trata-se de um torneio deficitário. Mesmo assim, os diretores afirmaram que tão logo o Resende desista oficialmente da disputa vão buscar conversar com os patrocinadores para saber se há interesse em aumentar as cotas repassadas ao clube.

De qualquer forma, o clima no Volta Redonda não é dos melhores. O presidente está licenciado para tentar carreira na política, o diretor executivo Paulo Carneiro foi demitido antes mesmo de o estadual acabar e o técnico Ricardo Drubscky já deixou o cargo. Para fechar, 13 jogadores foram dispensados.

Resta agora torcer para uma reviravolta em qualquer das situações para que uma equipe do Sul Fluminense entre no Campeonato Brasileiro da Série D.



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